Meã Mia

Cabeças entretidas desgraçadas desengonçadas
Orelhas comidas pelas ondas do Pimba, olhos ressabiados pela deselegância das bailarinas, em coreografia cada uma estimulando cada córnea dos pastores desta aldeia. Homens e mulheres dançam para esquecer a Segurança Social e as contribuições em dia. Eu há pouco vi a colmeia que abriga estas abelhas tontas mas sem a força para a abanar com medo de me picar. Resta a esperança do ideal, condições em minha mente de içar capacidade de abstracção para além da poluição sonora, arrancar o zumbir dos ouvidos. Independentemente de frustrações sociais, cá habitam residentes pessoais que dançam ao som do Jazz, unindo mãos em roda, vista de cima com forma de coração pulsante. Tu e eu estamos em cada um deles, a agitar em surdina as razões de viver e morrer, sentar e correr, derreter ou ceder incondicionalmente o cubo da jaula berrante em fluído orgásmigo dançante na íris de teus e meus olhos brilhantes.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s