Small Talk at the Wall

The bathroom had a pharmacy – one of those you find in 30s bathrooms with that faint amber light on top. It made a shadow on the toilet bowl, which looked like an astronomy atlas open on the page with the orbit of the moon across the sun. I noticed that while I was peeing. The eclipse, as the toilet hole descipts, was either about to enter the sunny area of life, or – in a reverse analysis – it had already phased out of itself and just now into darkness.

The only remaining question is where I am on it: do I sit in Sunnyvale on a field of lavender with no shit or have I just flushed my existence down the swirling toilet bowl?

Meã Mia

Cabeças entretidas desgraçadas desengonçadas
Orelhas comidas pelas ondas do Pimba, olhos ressabiados pela deselegância das bailarinas, em coreografia cada uma estimulando cada córnea dos pastores desta aldeia. Homens e mulheres dançam para esquecer a Segurança Social e as contribuições em dia. Eu há pouco vi a colmeia que abriga estas abelhas tontas mas sem a força para a abanar com medo de me picar. Resta a esperança do ideal, condições em minha mente de içar capacidade de abstracção para além da poluição sonora, arrancar o zumbir dos ouvidos. Independentemente de frustrações sociais, cá habitam residentes pessoais que dançam ao som do Jazz, unindo mãos em roda, vista de cima com forma de coração pulsante. Tu e eu estamos em cada um deles, a agitar em surdina as razões de viver e morrer, sentar e correr, derreter ou ceder incondicionalmente o cubo da jaula berrante em fluído orgásmigo dançante na íris de teus e meus olhos brilhantes.

La Petite Mort

Well, it’s colder than a slaughterhouse’s warehouse
And sweet barmaid smiles above a black blouse
The teacup’s on the tray
Interchanging connections

The hot steam scents the play
Guilty flashes of the near future
Pave the driveway
No need for a U-Turn

Warm fluids flowing to the wrong stage
A French face pops up when they hit the wall
Got glowing eyes while my brain floods
Short circuit in my nerves

The lever still pumps blood
But I’ve crossed the finish line
The finish line reprises
The shades of melancholy of another love

Could it be just a temporary situation?
Whether a milestone or a stoned mile
Dripping wet from the sweat of my steps
Is the perimeter of the Colosseum in Italy

The outskirts of town have turned down my offers
Refrained from the outburst of newfound lovers
Though I can’t hitch a ride up from Rome to Paris, I concur
I’ll always picture us together on the steps of the Sacré Cœur

Algo

Algo

Como folhas, brotámos de troncos indestrutíveis aprisionados em jardins de jasmim
Como folhas, descolámos alucinantes para todo o lado, enrolámos corpos impacientes enamorados
Como folhas, levitámos o céu leve levados por pássaros, deleitámos as estrelas belas inebriados

Jurámos que iríamos ser para sempre assim, como folhas, lado a lado

Como folhas, sufocámos nossa existência espancados contra a decadência duma valeta
Como folhas, indiferenciadas a olho nu, espantadas na imensidão do monte
Como folhas, dezoito verdes meses depois desbotámos castanhos pelo libertar do berro solitário
Como folhas, fomos varridos de madrugada pelo pobre velho da SUMA para um camião do aterro sanitário

Fomos algo.

Brotei de novo e vou voar. Enquanto houver árvore, serei folha. Brotarei e descolarei mais de mil vezes até desbotar e aterrar enterrado.

Serei algo.